quarta-feira, 4 de julho de 2012

DISCUSSAO SOBRE O CINEMA E SUA UTILILIZACAO EM SALA DE AULA.


O historiador argentino Luís Alberto Romero (2011) afirmou em um de seus textos que as construções da memória e da história "esquentam" ou "esfriam", de acordo com o objeto com o qual lidam. Um objeto seria "frio", caso se tratasse, por exemplo, da memória sobre o passado romano construída durante o Império. A "temperatura aumentaria", se o tema fosse a memória da nação e seus mitos de origem. Atingiria seu "ponto máximo", quando se tratasse da memória do passado recente, ou melhor, daquela parte do passado recente que dói. Em outras palavras, o passado que dói seria aquele que ainda tem estreita conexão com o mundo em que vivemos e atuamos. No nosso caso, esse passado seria o militar, e o da nossa recente experiência democrática. Tais questões ainda provocam muitas controvérsias e se confundem com militância política mais frequentemente do que ocorreria em temas mais "frios". Romero ainda prossegue afirmando que: "O historiador como pessoa tem duas almas, que coexistem, em harmonia ou conflito: é ao mesmo tempo cidadão e historiador...” (2011, p02). Algumas vezes, atua como um, outras, como outro, e em outras trata de encontrar um equilíbrio, um balanço. Nos estudos do 'passado que dói' finalmente se adverte para essa dupla condição: ator comprometido e analista; cidadão que defende valores; e praticante de um saber que os relativiza.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

A importância da leitura


            O primeiro passo para escrever bem é ler bem. Ler em quantidade e qualidade. Como posso cobrar que meu aluno leia se eu mesmo não o faço?


"Um professor mal preparado e desmotivado não consegue dar boas aulas nem com o melhor dos livros, ao passo que um bom professor pode aproveitar-se de um livro com falhas para corrigi-las e desenvolver o velho e bom espírito crítico entre os seus alunos. Mais do que o livro, o professor precisa ter conteúdo. Cultura. Até um pouco de erudição não faz mal algum. Sem estudar e saber a matéria não pode haver ensino. É inadmissível um professor que quase não lê. Se o tempo é curto, se as condições de trabalho são precárias, se o salário é baixo, se o Estado não cumpre a sua parte, discuta-se tudo isso nas esferas competentes e lute-se para melhorar a situação dos docentes, em vez de usar isso tudo como desculpa para a falta de empenho pessoal em adquirir conhecimento, entrar em contato com uma bibliografia atualizada, conhecer novas linhas de pensamento e discutir com colegas estratégias para operacionalizar nas salas de aula o patrimônio cultural e histórico" (Pinsky & Pinsky, Op. Cit., 2003, 22). 


          Há muito tempo, ler deixou de ser visto como um ato passivo e neutro. Ao ler este texto, como qualquer outro, você também está produzindo cultura. A leitura é prática criadora - tão importante quanto o gesto da produção de um texto. Pode-se dizer, ainda, que cada leitor recria o texto original de uma nova maneira - isto de acordo com os seus âmbitos de "competência textual" e com as suas especificidades. Assim, cabe a nós, como historiadores e professores, ler e incentivar em sala de aula a capacidade dos alunos de comparar o texto com outros que leu. Claro que a apropriação de fontes segue abordagens específicas, métodos diferentes e técnicas diversas que nunca devem ser postas de lado

sexta-feira, 23 de março de 2012



Bach (riacho, em alemão) deveria se chamar Ozean (oceano) e não Bach!". A frase é de ninguém menos que Ludwig Van Beethoven e, se um músico da grandeza de Beethoven assim se pronuncia sobre ele, bem se pode imaginar a dimensão que se pode atribuir ao compositor barroco Johann Sebastian Bach.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O que é a Indisciplina?



           Gente, a indisciplina escolar é um dos problemas enfrentados pelos professores (talvez o maior). De acordo com Ratto pode-se dizer que a indisciplina é “...aquilo que impede a disciplina de constituir-se como tal...(RATTO, 2007, p 501)”. Se formos procurar no dicionário encontraremos entre outros significados:

 “...Imposição de autoridade, de método, de regras ou preceitos...respeito à autoridade, observância de regras, métodos e preceitos, o conjunto de prescrições ou regras destinadas a manter a boa ordem resultante da observância dessas prescrições e regras...”( CALDAS AULETE, 1964, p1246)

             Pode-se observar dentre essas apontações como um conjunto de fatores que dão uma ordem às convenções sociais, ou seja, onde se tem vários indíviduos sob um mesmo modo de vida ou convivendo em uma instituição como no caso das escolas. É a disciplina que dirige as relações e o comportamento pois o essencial da educação é moldar os humanos à convivência social. Nota-se que no ambiente escolar os professores, os alunos e os momentos do ensino estão articulados em um processo geral do ensino. Mas para que haja a ordem e tudo funcione como se deve, é preciso que cada um saiba seu papel dentro desse processo, isso só se efetiva através do hábito e da repetição. Para Foucalt “... a disciplina é a técnica de um poder que toma os indivíduos ao mesmo tempo como objetos e como instrumentos de seu exercício...” (FOUCALT, 1977, P 163), nesse sentido o ato disciplinador vai fornecer à sociedade pessoas que são úteis e produtivas para garantir o equilíbrio dentro da prática social. Disciplina e ordem já!

RATTO. Ana Lúcia. Cadernos de pesquisa: Disciplina, Vigilância e pedagogia. São Paulo: autores associados. 2007.
FOUCALT, Michel. Vigiar e Punir, Rio de Janeiro: Vozes, 1977, P 163

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


 
O tempa passa, o tempo voa e o planeta continua numa boa?! Desde há milênios o homem tende a querer se sobressair perante aos demais; sabe-se que é pelo coletivo que se forma a identidade, assim tomamos o pensamento de hoje o exemplo de grandes cidades-estado gregas. Cada uma com seu fascínio e suas mazelas. Mas deixo uma filosófica questão: o respeito se faz pelo direito adquirido ou imposto? 


                                           Sólon (Atenas) e Licurgo (Esparta): diferentes ideias políticas no Mundo Grego
 
 As cidades-Estados sobre as quais sobreviveram mais informações são Atenas e Esparta. Essas sociedades eram, aliás, bem diferentes e freqüentemente lutaram uma contra a outra. A sociedade espartana era considerada rígida (nos dias de hoje, quando queremos dizer que alguma coisa ou pessoa é muito cheia de regras, fechada, dizemos que é "espartana"). Em Esparta, os homens viviam para a vida militar. Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado, em acampamentos coletivos, onde viviam dos 12 até os 30 anos. Para o governo, existiam os conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres espartanas cuidavam da casa e tinham também uma vida pública: administravam o comércio na ausência dos homens. Já Atenas, que foi considerada o exemplo mais refinado da cultura grega, teve seu apogeu cultural e político no século 5 a.C. Na sociedade ateniense, diferentemente de Esparta, as decisões políticas não estava nas mãos de um conselho, mas sim no governo da maioria, a democracia. Dentro desse sistema, todos os cidadãos podiam representar a si mesmos (não precisavam eleger ninguém) e decidir os destinos da cidade. Ao mesmo tempo em que Atenas abria o espaço para os cidadãos, reservava menor espaço para as mulheres do que na sociedade espartana. Em Atenas, as mulheres, assim como os escravos, não eram consideradas cidadãs.

domingo, 15 de janeiro de 2012

CIDADANIA


A história como disciplina escolar sempre trabalhou com as noções de "identidade nacional", "cidadania", "Estado" e "nação". Historicamente, o ensino de história foi marcado desde o século XIX pelo ideário das nacionalidades; na França, o discurso liberal defendeu a laicização da sociedade e a formação da nação moderna. Estes princípios foram os norteadores do sistema educacional francês, como também da organização dos currículos de história. No Brasil, sempre isso ocorreu. Hoje se pensa que é necessário que os educadores assim como os historiadores se preocupem, na escola, com a formação de uma consciência social e política dos educandos, fornecendo elementos para que pensem historicamente. Isso significa pensar a nação como um espaço social de inclusão de todas as camadas sociais e não olharem os movimentos sociais e políticos das massas como ações direcionadas à ingovernabilidade. Os temas identidade e cidadania ficaram mais evidentes nesses novos parâmetros, se comparados com os currículos anteriores, e tiveram como meta focalizar a formação da cidadania entendida.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

História e cultura afro-brasileiras.


Todas as escolas públicas e particulares da educação básica devem ensinar aos alunos conteúdos relacionados à história e à cultura afro-brasileiras. Desde o início da vigência da Lei nº 10.639, em 2003, a temática afro-brasileira se tornou obrigatória nos currículos do ensino fundamental e médio. Apesar disso, a maioria dos alunos ainda não conhece a contribuição histórico-social dos descendentes de africanos ao país. As mudanças não estão ocorrendo apenas na parte estrutural, mas também são sentidas na pele por alunos e professores. Estes, agora, têm de buscar atualizações, cursos de extensão e etc; aqueles, terão que se acostumar a conhecer novas culturas e histórias diferentes das quais estamos expostos todos os dias. Além disso é preciso combater o racismo e fazer com que haja mais respeito à diversidade, aos que são considerados diferentes, que sejam apenas diferentes, que eles não sejam desiguais, isso com o auxílio de uma produção do material didático eficaz e sensibilização dos gestores da educação.


Obra de Rugendas

Obs: O pintor alemão Johann Moritz Rugendas nasceu no dia vinte e nove do mês de março do ano de 1802, em Augsburgo. Fez viagens incríveis pelo Brasil e nessas viagens, pintou obras maravilhosas tendo como inspiração os costumes dos povos.