O tempa passa, o tempo voa e o planeta continua numa boa?!
Desde há milênios o homem tende a querer se sobressair perante aos demais;
sabe-se que é pelo coletivo que se forma a identidade, assim tomamos o
pensamento de hoje o exemplo de grandes cidades-estado gregas. Cada uma com seu
fascínio e suas mazelas. Mas deixo uma filosófica questão: o respeito se faz
pelo direito adquirido ou imposto?
Sólon (Atenas) e Licurgo (Esparta): diferentes ideias políticas no Mundo Grego
As cidades-Estados sobre as
quais sobreviveram mais informações são Atenas e Esparta. Essas sociedades
eram, aliás, bem diferentes e freqüentemente lutaram uma contra a outra. A
sociedade espartana era considerada rígida (nos dias de hoje, quando queremos
dizer que alguma coisa ou pessoa é muito cheia de regras, fechada, dizemos que
é "espartana"). Em Esparta, os homens viviam para a vida militar.
Eles só podiam casar depois de terem sido educados pelo Estado, em acampamentos
coletivos, onde viviam dos 12 até os 30 anos. Para o governo, existiam os
conselhos de velhos, que controlavam a sociedade e definiam as leis. As mulheres
espartanas cuidavam da casa e tinham também uma vida pública: administravam o
comércio na ausência dos homens. Já Atenas, que foi considerada o exemplo mais
refinado da cultura grega, teve seu apogeu cultural e político no século 5 a.C.
Na sociedade ateniense, diferentemente de Esparta, as decisões políticas não
estava nas mãos de um conselho, mas sim no governo da maioria, a democracia.
Dentro desse sistema, todos os cidadãos podiam representar a si mesmos (não
precisavam eleger ninguém) e decidir os destinos da cidade. Ao mesmo tempo em
que Atenas abria o espaço para os cidadãos, reservava menor espaço para as
mulheres do que na sociedade espartana. Em Atenas, as mulheres, assim como os
escravos, não eram consideradas cidadãs.

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