A história como disciplina escolar sempre trabalhou com as
noções de "identidade nacional", "cidadania",
"Estado" e "nação". Historicamente, o ensino de história
foi marcado desde o século XIX pelo ideário das nacionalidades; na França, o
discurso liberal defendeu a laicização da sociedade e a formação da nação
moderna. Estes princípios foram os norteadores do sistema educacional francês,
como também da organização dos currículos de história. No Brasil, sempre isso
ocorreu. Hoje se pensa que é necessário que os educadores assim como os
historiadores se preocupem, na escola, com a formação de uma consciência social
e política dos educandos, fornecendo elementos para que pensem historicamente.
Isso significa pensar a nação como um espaço social de inclusão de todas as
camadas sociais e não olharem os movimentos sociais e políticos das massas como
ações direcionadas à ingovernabilidade. Os temas identidade e cidadania ficaram
mais evidentes nesses novos parâmetros, se comparados com os currículos
anteriores, e tiveram como meta focalizar a formação da cidadania entendida.
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