Hoje venho lembrar nesse pequeno espaço de reflexão a
importância da expansão dos temas de pesquisa histórica que é reconhecida por
grande parte da historiografia. Descentram-se os estudos dos grandes atos
masculinos, individuais e políticos, e abre-se para a investigação de temas
como morte, bruxaria, mulher, alimentação, sexualidade, família, loucura,
clima, vestuário, etc. Esses temas, que podem ser encontrados nos livros
didáticos em boxes, seções temáticas ou mesmo como eixo orientador da obra, são
estudados a partir de uma perspectiva interdisciplinar. Assim, abrem-se os
diálogos com a matemática, economia, biologia, sociologia, antropologia, entre
outros campos de saber. Vale lembrar que da mesma forma como não há consensos
na História Social, podemos afirmar que a História Cultural é composta por
inúmeras práticas. Fala-se em identidades, discurso, política, representações,
subjetividades e poderes. Mas é possível encontrar historiadores culturais,
como o francês Roger Chartier, que, apesar de teorizar a proposta de práticas e
representações e defender a subjetividade, concilia tais ideias com a percepção
estruturalista da sociedade e mesmo a noção de resistência do indivíduo; claras
influências da história social e da segunda geração dos Annales. Então, como perceber as teorias de história?
É preciso ler com atenção os textos produzidos pelos historiadores. A partir da
indagação de como o historiador constrói o seu objeto de estudos - o que ele
almeja compreender, como ele o faz, quais conceitos e premissas ele estabelece
-, podemos entender onde esse autor se insere. Destaca-se que uma pureza
teórica é impraticável, mas existe um conjunto de preceitos que une os autores
em história social, história cultural, marxismo, positivismo, entre outros.
Quando falamos em informação também podemos entender que há
uma rede mundial que liga os diversos países do mundo, diversas pessoas,
diversos grupos sociais, e assim há uma integração tecnologia e virtual que une
uma cadeia global. Nesse mundo contemporâneo a informação é muito fácil de
acessar, consumir, publicar coisas que são acessados por qualquer pessoa. Quase
nada no mundo virtual pode ser escondido, os cidadãos estão mais bem
informados, esclarecidos e ate exigentes como consumidor desses produtos. O
professor nos falou que uma figura seja de uma pessoa como um político ou de
uma empresa, por exemplo, pode ser destruída ou construída por milhões de
pequenas vozes da web. As pessoas reagem direcionando seus esforços de ligação
para reforçar sua reputação integrando-se as comunidades virtuais. Hoje o poder
da informação é compartilhado, os poderosos donos de revistas ou jornais antes
tinham o papel de decidir o que seria publicado sobre as coisas da sociedade.
Hoje eles dividem essas funções com milhões de consumidores que alias tem o
poder de escolher qual o assunto que estará em alta. Nesse mundo de participação
muitas coisas que são discutidas no meio social, iniciam-se pela intenet.
As ferramentas de produção foram democratizadas, estamos
deixando de ser consumidores passivos para atuar como produtores ativos. A
internet está povoada de caracteriticas que mostram que ela é uma grande rede
colaboratriva, pois há por exemplo a wikpedia onde todos escrevem, you tube, o
site dos vídeos onde todos ficam famosos, mesmo sendo simples podem nos dizer
muita coisa acerca da sociedade. Pois como ela entra na vida de cada individual,
vira referencia na vida do coletivo. O google, que
organiza o caos de informação da web. Estamos em mundo onde se
filma tudo, fotografa tudo, e se mostra a vida do sujeito para quem quiser ver
em blogs, como este, por exemplo, essa atitude demonstra que cada um tem um universo único
que pode ser compartilhado com os outros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário